O que já mudou no trabalho e por que muita gente ainda está reagindo tarde demais

Por Professor Sérgio Araújo

O futuro não está chegando.
Ele já passou por você, provavelmente ontem, enquanto você resolvia tudo com alguns cliques.

Você não liga mais para pedir táxi.
Não vai ao banco para quase nada.
Não fala com atendente para fazer reserva.
Não espera um humano para confirmar um pedido.

Você ganhou tempo.
As empresas ganharam eficiência.

Mas algo mudou silenciosamente nesse processo.

A transformação não começa onde todo mundo olha

Existe uma ilusão confortável de que a automação começa nos cargos mais técnicos.
Não começa.

Ela começa nos processos repetitivos, previsíveis, padronizados.
Depois, sobe degrau por degrau.

Primeiro, tarefas.
Depois, funções.
Por fim, decisões operacionais.

E quando percebemos, profissões inteiras não desapareceram, apenas perderam relevância.

O perigo real não é a extinção

É o esvaziamento

Poucas funções acabam de uma vez.
Elas continuam existindo, mas com menos peso, menos autonomia e menos poder de barganha.

O cargo permanece.
O protagonismo, não.

O caixa virou autoatendimento.
O atendente virou chatbot.
O júnior virou copiloto de IA.

Ninguém foi “demitido pelo sistema”.
O sistema apenas passou a contornar.

O mercado não está perguntando o que você sabe

Está perguntando como você reage

A lógica mudou:

Não é mais sobre formação.
É sobre resolver problemas reais.

Não é sobre tempo de casa.
É sobre velocidade de aprendizado.

Não é sobre cargo.
É sobre valor entregue em contexto incerto.

A estabilidade virou conceito histórico.
A adaptabilidade virou ativo estratégico.

O dado que deveria incomodar líderes

Relatórios recentes mostram que uma parte significativa das habilidades técnicas atuais perderá valor em poucos anos. Ao mesmo tempo, profissionais com mentalidade de aprendizado contínuo têm chances exponencialmente maiores de permanecer relevantes.

O que cresce não é apenas a tecnologia.
É a exigência cognitiva.

Pensamento analítico.
Resolução de problemas complexos.
Capacidade de conectar pessoas, dados e decisões.
Leitura ética e contextual do impacto tecnológico.

As perguntas que realmente importam agora

O que você faz hoje que não pode ser facilmente replicado?
O que você aprendeu recentemente que ampliou sua capacidade de decisão?
Se sua função mudasse amanhã, você se adaptaria ou congelaria?

Porque quando o profissional não responde, o sistema responde por ele.

O trabalho não acabou.
Ele mudou de critério.

E quem ainda joga com regras antigas não é ultrapassado de forma dramática.
É ultrapassado em silêncio.

por Dr. Sérgio Araújo, professor e escritor

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