Prof. Eduardo Ubirajara R. Batista
Em nossa primeira parte, publicada aqui pelo Informativo ASAP-SE de sexta-feira 7 deste mês de março, fizemos uma introdução, expondo o impacto – positivo e negativo – toda vez que se lança uma novidade tecnológica, que altera modelos administrativos, meios de transporte, de comunicação, de produção e de venda, os tratamentos de saúde, os confrontos armados, entre outras técnicas e estratégias, que promovem o modus operandi, modus faciendi e o modus vivendi das pessoas e instituições. Foi, assim, principalmente depois da mudança dos modos de produção escravocrata e servil, assim como dos modos de produção capitalista industrial e da chamada Nova Era Tecnológica. Lembramos que a Inteligência Artificial (IA) é um campo da ciência, que se envolve na criação de computadores e máquinas inteligentes, capazes de raciocinar – aprender e atuar (ou agir) tal qual a inteligência humana. “[…] envolve dados com escala maior do que [a capacidade] as pessoas podem analisar.”(*)
Um sistema de IA pode ser projetado e treinado para diferentes propósitos. Como o sistema replica capacidades humanas, há 4 sistemas que tipificam a IA como: a reativa, a limitada (por ex. os chatbots – programas de computador que simulam conversas com usuários, disponíveis em sites e serviços de empresas), a generalizada e a superinteligente. A IA tem possibilitado a democratização de serviços de várias maneiras. Destaca-se, entre elas, o acesso igualitário à informação. Por meio de assistentes virtuais e de chatbots ( ), as pessoas que têm diferentes níveis de habilidades tecnológicas podem acessar informações, serviços e suporte, de maneira mais fácil e eficiente. Um importante exemplo é o da tradução automática, que facilita a comunicação entre povos que falam idiomas diferentes.
Por outro lado, sabe-se que os algoritmos da IA permitem que as pessoas ou empresas descubram novos conteúdos baseados nos próprios interesses. Empresas inteligentes não ficarão de braços cruzados, esperando “ver para crer”, até que ponto a IA está preparada, eticamente, para adotar qualquer um dos sistemas dela, propiciando treinamento para os colaboradores, a fim de que não sejam descartados de suas atuais máquinas e de suas estratégias superáveis pelos novos modelos tecnológicos. A concorrência entre empresas apontará os caminhos da atualização da aparelhagem tecnológica, sob pena de qualquer uma delas fechar. Mas nem sempre a Ética existe entre os valores (princípios) previstos no Planejamento Estratégico de uma empresa. Vejamos as definições de Ética e de Moral, bem como se pode vislumbrar a Ética na IA.
Ética é definida, a partir da Filosofia, como um estudo baseado na reflexão sobre princípios que orientam a conduta humana. Já a Moral diz respeito aos hábitos e costumes de uma sociedade. Assim, esses princípios que distinguem a conduta humana (comportamento moral), individual e racionalizada representam a Ética. Diz-se que uma pessoa, ou empresa ética é aquela que respeita a cultura de outra pessoa, de outra empresa, cujos valores baseiam-se nos hábitos e costume adequados aos regulamentos de cada sociedade. Logo, a Ética na IA é um conjunto de princípios que orientam o desenvolvimento e uso da tecnologia de forma responsável. O objetivo é que a IA seja segura, confiável e equitativa, e que beneficie a sociedade.
Os valores ou princípios básicos da Ética da IA são: Justiça, Segurança, Transparência, Minimização de vieses, Proteção de direitos humanos, Consideração de limites morais, legais e técnicos. Para tanto, há que se encarar os Desafios éticos da IA: Garantir que os algoritmos sejam justos, não permitindo que perpetuem preconceitos ou discriminações; Considerar os riscos associados ao seu uso – para isso, é preciso admitir flexibilidades, às vezes emocionais, que a IA não domina, ainda; Lidar com dilemas éticos, quando a IA for usada em situações que envolvem vidas humanas.
A IA, assim como as novas tecnologias como robótica, computação em nuvem e Internet das Coisas estão transformando áreas do conhecimento, economia e indústrias, além de estarem desafiando ideias sobre o que significa ser humano, a fim de que a Ética seja preservada, como uma questão de honra. Para que a IA seja desenvolvida de maneira responsável, é necessário que haja uma coordenação internacional para enfrentar o desafio de tais avanços tecnológicos que se desenvolvem tão rapidamente, com força competitiva descontrolada, que seus valores podem sucumbir qualquer empresa.
Dado o exposto nesta matéria, vê-se que A inteligência Artificial possui um enorme potencial para beneficiar a humanidade e promover o desenvolvimento sustentável, mas apenas se for desenvolvida de forma responsável, que respeite as normas e padrões mundiais, e que esteja fundamentada nos princípios humanitários e pacíficos. Destaque: “Há uma necessidade (…) de reequilibrar a situação das mulheres na IA para evitar análises tendenciosas e construir tecnologias que levem em consideração as expectativas e necessidades de toda a humanidade.”(**)
Na próxima semana, veremos um capítulo sobre a IA na Educação, em particular sobre o acesso para a inclusão digital da IA na infância e na juventude.
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(*) EQUIPE TOVS. O guia completo e atualizado sobre Inteligência Artificial. Disponível em: TOTVS > Blog > Empreendedorismo: principais tendências e dicas para aplicar no seu negócioAcessado por: eduardoubirajarabatista@gmail.com em: 15 fev. 2025.
(**) AZOULAY, Audrey. UNESCO e a Inteligência Artificial. Disponível em: UNESCO.gov Acessado por eduardoubirajarabatista@gmail.com em: 15 fev. 2025.
Editoração: Jornalista Leonardo Teles
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