7 erros comuns na hora de aplicar insulina que podem comprometer o controle da glicose
Aplicação de insulina feita de forma incorreta altera a absorção e interfere no controle da glicose no diabetes
Fonte: Um Diabético
A aplicação de insulina parece um procedimento simples. No entanto, erros na técnica ainda comprometem o controle da glicose de quem vive com diabetes. Segundo o endocrinologista Rodrigo Siqueira, pequenos deslizes na rotina podem explicar variações glicêmicas frequentes, mesmo quando a dose está adequada.
1. Aplicação de insulina sem rodízio pode causar alterações no tecido
Repetir a aplicação no mesmo local favorece o surgimento de lipodistrofias, que são alterações no tecido subcutâneo. Nesse contexto, a insulina passa a ser absorvida de forma irregular. Além disso, a pessoa pode não perceber a mudança na pele. Portanto, o rodízio entre abdômen, coxas, braços e nádegas é parte do tratamento.
2. Aplicar insulina no músculo altera a velocidade de ação
A insulina deve atingir o tecido subcutâneo. No entanto, quando a agulha alcança o músculo, a absorção se torna mais rápida. Como resultado, podem ocorrer episódios de hipoglicemia inesperada. O comprimento da agulha e o ângulo de aplicação influenciam nesse risco.
3. Não aguardar alguns segundos antes de retirar a agulha
Retirar a agulha imediatamente após pressionar o êmbolo pode causar refluxo de insulina. Nesse caso, parte da dose pode retornar para a superfície da pele. Ainda que a perda pareça pequena, a diferença impacta o controle da glicose ao longo do dia.
4. Aplicar insulina em áreas com lipohipertrofia
Aplicar insulina sobre nódulos ou áreas endurecidas altera a absorção. Segundo Rodrigo Siqueira, nesses locais a ação pode ser imprevisível. Portanto, é necessário examinar a pele regularmente e evitar regiões alteradas.
5. Não realizar a prega cutânea quando indicado
Em pessoas magras ou crianças, a ausência da prega cutânea aumenta o risco de aplicação intramuscular. Por outro lado, em adultos com maior quantidade de tecido subcutâneo, a prega pode não ser necessária, dependendo do tamanho da agulha. A orientação individual faz diferença.
6. Não homogeneizar insulinas que exigem esse cuidado
Alguns tipos de insulina, como as de aspecto turvo, precisam ser homogeneizados antes da aplicação. Caso contrário, a dose administrada pode não corresponder ao prescrito. Além disso, a variação na concentração interfere no efeito esperado.
7. Ignorar fatores que alteram a absorção da insulina
Temperatura da pele, prática de atividade física e local de aplicação influenciam a velocidade de absorção. Por exemplo, aplicar no abdômen pode ter dinâmica diferente da coxa. Enquanto isso, exercício logo após a aplicação pode acelerar a ação da insulina.
Por que a técnica de aplicação interfere no controle da glicose
O controle glicêmico depende de dose, horário e técnica. No entanto, muitas pessoas revisam apenas a quantidade aplicada. Nesse contexto, revisar a forma de aplicação pode esclarecer oscilações frequentes.
Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes e da American Diabetes Association destacam que educação em técnica de aplicação reduz episódios de hipoglicemia e melhora a estabilidade glicêmica. Ainda assim, a orientação deve ser individualizada e reavaliada periodicamente.
Portanto, diante de variações persistentes da glicose, vale questionar: a técnica está adequada? A avaliação com equipe de saúde pode identificar falhas que passam despercebidas na rotina.

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